Rei Rui muito obrigado
P'lo fim d' ano bem passado
- Berço feliz do futuro.
Tu não és tri, tu és penta,
Qu' tudo tinha a tua ementa:
Amigos bons e pão duro
De Lisboa e da Prússia,
Pedros, Paulo, o da Lúcia
António com Mariana
Amigas doces, tri-bôla
Cr'stina, dos peitos de rola
A doutora toda ufana
T'resa, Paula, Vanda-a-Boa
A Joaninha voa voa
A bela vegetariana
Camas quentes, luz e som
Lareira, vinho do bom
E... ovelhas na chanfana.
(Zepedrismos dixit)
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
Os sinos de Sáima
Toca o sino (?), cai o pano
neste nosso, fim de ano
fica o sangue mais maduro
Logo veio, o ano(s) novo
bem regado a mel e ovo
(e aquecido a gás butano)
a dançar um bom kuduro.
Com a métrica apurada
e a rima em ló versada
(a rimar adjectivada
do melhor que faz o povo)
sem fugir à luz que louvo
sem ficar presa no cano
bem untado com bom Douro.
Almas quentes em quentes camas
acordaram de pantanas
outras deram de abalada
(antes da hora marcada)
ainda assim nada de novo
neste novo ano profano
debutante nu e puro.
Pernas cruzam em Sangalhos,
nas ovelhas crescem galhos!
tão sozinhas, tão ufanas,
(cedo vão virar chanfanas)
largadas em vão na estrada
(também não levaram nada!
vão finar em agasalhos…)
não lhes dá perdão o povo
já não fazem mais um ano
não lhes sorri o futuro!
Folha seca cai do alto
desce as torres de cobalto
(doces lembranças do sul)
pinta o meu céu mais de azul.
Vem ó sol, abre-me os olhos
(trás saudades de frangalhos)
enche o meu rol, de ouro e ganas
(sem a verdade m’enganas)
contas feitas à alvorada
(mas que linda e bela fada!
mas que sorte do catanas!)
ainda assim nada de novo
neste novo ano mundano
embuchado com pão duro!
(Maca!smos dixit)
neste nosso, fim de ano
fica o sangue mais maduro
Logo veio, o ano(s) novo
bem regado a mel e ovo
(e aquecido a gás butano)
a dançar um bom kuduro.
Com a métrica apurada
e a rima em ló versada
(a rimar adjectivada
do melhor que faz o povo)
sem fugir à luz que louvo
sem ficar presa no cano
bem untado com bom Douro.
Almas quentes em quentes camas
acordaram de pantanas
outras deram de abalada
(antes da hora marcada)
ainda assim nada de novo
neste novo ano profano
debutante nu e puro.
Pernas cruzam em Sangalhos,
nas ovelhas crescem galhos!
tão sozinhas, tão ufanas,
(cedo vão virar chanfanas)
largadas em vão na estrada
(também não levaram nada!
vão finar em agasalhos…)
não lhes dá perdão o povo
já não fazem mais um ano
não lhes sorri o futuro!
Folha seca cai do alto
desce as torres de cobalto
(doces lembranças do sul)
pinta o meu céu mais de azul.
Vem ó sol, abre-me os olhos
(trás saudades de frangalhos)
enche o meu rol, de ouro e ganas
(sem a verdade m’enganas)
contas feitas à alvorada
(mas que linda e bela fada!
mas que sorte do catanas!)
ainda assim nada de novo
neste novo ano mundano
embuchado com pão duro!
(Maca!smos dixit)
Revelhão preparadão!
Não ‘tivera eu apertado
no meio desta confusão
preparand’o Revelhão
respondia de bom’grado
(sim, qu’isso da pinga boa
não estava escrito na lua)
mau… estou a ser enganado
vamos lá fazer então
o rol, a lista, a relação
cada um leva o seu fado
Não ‘tivera eu apressado
isto vinha com jeitinho:
O Urbano trás o vinho
a mais não é obrigado
(dá a casa e dá carinho).
Os enchidos trás a Sandrinha
de Viseu, de manhãzinha
escolhidos pelo Machado
Do Gourmet, isso é que é
Trás a Vanda a solução
Queijo, azeit’ e chourição!
Não ‘tivera eu acanhado
Daria mais instruções
aos que levam os sermões
e aos que dormem com o gado
o Pernocas leva o pão
meu amor leva a razão
no hábito trás seu fado
(Joaninha trás doçuras
que nos lembrem coisas puras)
P’ra quebrar o frio cerrado
eu levo o aquecedor
Levo a buja e levo amor
p’ra afastar o mau olhado
Dança, e animação
Paula e Diana trarão
(que ninguém fica parado
p’ra animar o Revelhão)
A Teresa e a Raquel
trazem doce, fruta e mel.
O desafio está lançado
ecoa em todo o país.
Já nos chegam ao nariz
as borbulhas do champanhe
qu’em Sangalhos vai haver
dança alegria prazer
por mais um ano passado
(com os amigos, a comer)
(Maca!smos dixit)
no meio desta confusão
preparand’o Revelhão
respondia de bom’grado
(sim, qu’isso da pinga boa
não estava escrito na lua)
mau… estou a ser enganado
vamos lá fazer então
o rol, a lista, a relação
cada um leva o seu fado
Não ‘tivera eu apressado
isto vinha com jeitinho:
O Urbano trás o vinho
a mais não é obrigado
(dá a casa e dá carinho).
Os enchidos trás a Sandrinha
de Viseu, de manhãzinha
escolhidos pelo Machado
Do Gourmet, isso é que é
Trás a Vanda a solução
Queijo, azeit’ e chourição!
Não ‘tivera eu acanhado
Daria mais instruções
aos que levam os sermões
e aos que dormem com o gado
o Pernocas leva o pão
meu amor leva a razão
no hábito trás seu fado
(Joaninha trás doçuras
que nos lembrem coisas puras)
P’ra quebrar o frio cerrado
eu levo o aquecedor
Levo a buja e levo amor
p’ra afastar o mau olhado
Dança, e animação
Paula e Diana trarão
(que ninguém fica parado
p’ra animar o Revelhão)
A Teresa e a Raquel
trazem doce, fruta e mel.
O desafio está lançado
ecoa em todo o país.
Já nos chegam ao nariz
as borbulhas do champanhe
qu’em Sangalhos vai haver
dança alegria prazer
por mais um ano passado
(com os amigos, a comer)
(Maca!smos dixit)
Foss' eu vitivinicultor
Foss' eu vitivinicultor
Traria um grande garrafão
Da minha própria produção
(Qu' essa zurrapa sem sabor
Que vocês compram em Lisboa
Não presta, não é pinga boa)
Vazio... e com fé e fervor
Faria a multiplicação
Milagrosa de vinho e pão
E de gás pró aquecedor.
Não sou vitivinicultor,
Não, e não venho de Viseu
Venho d' Munique e sou ateu
Trago cerveja, trago licor
Trago vinho engarrafado
Alegria e tango e fado
Trago comida e agasalhos
E memórias, lembranças velhas
Da saudosa noite em Sangalhos
Em que dormi com as ovelhas.
(Zepedrismos dixit)
Traria um grande garrafão
Da minha própria produção
(Qu' essa zurrapa sem sabor
Que vocês compram em Lisboa
Não presta, não é pinga boa)
Vazio... e com fé e fervor
Faria a multiplicação
Milagrosa de vinho e pão
E de gás pró aquecedor.
Não sou vitivinicultor,
Não, e não venho de Viseu
Venho d' Munique e sou ateu
Trago cerveja, trago licor
Trago vinho engarrafado
Alegria e tango e fado
Trago comida e agasalhos
E memórias, lembranças velhas
Da saudosa noite em Sangalhos
Em que dormi com as ovelhas.
(Zepedrismos dixit)
Nuvem negra II
Macausinho bem falou
Quando as virtudes do nosso amigo exaltou
A ele me junto em dilecto coro,
Pois suas afirmações corroboro:
Nuvem Negra, do além...
Virá ele de Belém?!
Imbuído de incenso e mirra
(Parece música quando espiiiilrrraaaa!)
Nuvem Negra... "nave-mãe"
Da amizade que galga
Florestas, montanhas e mares
E te protege dos azares
Da vida e do mau olhado
E muito além do teu negro fado
Nuvem Negra escuta bem:
Cá te esperamos, porém:
Bem disposto e muito quentinho
Para aqueceres o nosso ninho
Vinhos, comida e gargalhadas
Aguardamos que nos tragas
mas mesmo sem nada nas mãos
Te receberemos como irmãos!!!
Nuvem Negra, podes estar certo
De um acolhimento soberbo
Cá te esperamos então
Vem depressa, malandrão!!!!!
(Vandosa dixit)
Quando as virtudes do nosso amigo exaltou
A ele me junto em dilecto coro,
Pois suas afirmações corroboro:
Nuvem Negra, do além...
Virá ele de Belém?!
Imbuído de incenso e mirra
(Parece música quando espiiiilrrraaaa!)
Nuvem Negra... "nave-mãe"
Da amizade que galga
Florestas, montanhas e mares
E te protege dos azares
Da vida e do mau olhado
E muito além do teu negro fado
Nuvem Negra escuta bem:
Cá te esperamos, porém:
Bem disposto e muito quentinho
Para aqueceres o nosso ninho
Vinhos, comida e gargalhadas
Aguardamos que nos tragas
mas mesmo sem nada nas mãos
Te receberemos como irmãos!!!
Nuvem Negra, podes estar certo
De um acolhimento soberbo
Cá te esperamos então
Vem depressa, malandrão!!!!!
(Vandosa dixit)
Nuvem Negra
Nuvem negra no céu carmim, vem no vento, no ar sem fim
sempre leve, bate lento, como um quente frio ruim
que nos gela a alma dentro
sempre atento lês o sol, lês o vento, lês o fumo
dás-nos rumo e dás alento, justiceiro do pensamento
mancha negra no ar sem vento
viste a luz num só momento, vespertino e em má hora
nem bom vento, nem casamento, vem de Espanha pátria adentro
onde vamos nós agora?
mil léguas sob a asa, por algoritmos crivada
computados não em vão, foi a rota bem traçada
e alcançada a solução
Sangalhos já está em brasa e crepita no carvão
lacerada pela nação, para te receber em casa
a cabeça do leitão
sempre leve, bate lento, como um quente frio ruim
que nos gela a alma dentro
sempre atento lês o sol, lês o vento, lês o fumo
dás-nos rumo e dás alento, justiceiro do pensamento
mancha negra no ar sem vento
viste a luz num só momento, vespertino e em má hora
nem bom vento, nem casamento, vem de Espanha pátria adentro
onde vamos nós agora?
mil léguas sob a asa, por algoritmos crivada
computados não em vão, foi a rota bem traçada
e alcançada a solução
Sangalhos já está em brasa e crepita no carvão
lacerada pela nação, para te receber em casa
a cabeça do leitão
(Maca!smos dixit)
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