quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Nuvem Negra

Nuvem negra no céu carmim, vem no vento, no ar sem fim
sempre leve, bate lento, como um quente frio ruim
que nos gela a alma dentro


sempre atento lês o sol, lês o vento, lês o fumo
dás-nos rumo e dás alento, justiceiro do pensamento
mancha negra no ar sem vento


viste a luz num só momento, vespertino e em má hora
nem bom vento, nem casamento, vem de Espanha pátria adentro
onde vamos nós agora?


mil léguas sob a asa, por algoritmos crivada
computados não em vão, foi a rota bem traçada
e alcançada a solução


Sangalhos já está em brasa e crepita no carvão
lacerada pela nação, para te receber em casa
a cabeça do leitão

(Maca!smos dixit)



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