Foss' eu vitivinicultor
Traria um grande garrafão
Da minha própria produção
(Qu' essa zurrapa sem sabor
Que vocês compram em Lisboa
Não presta, não é pinga boa)
Vazio... e com fé e fervor
Faria a multiplicação
Milagrosa de vinho e pão
E de gás pró aquecedor.
Não sou vitivinicultor,
Não, e não venho de Viseu
Venho d' Munique e sou ateu
Trago cerveja, trago licor
Trago vinho engarrafado
Alegria e tango e fado
Trago comida e agasalhos
E memórias, lembranças velhas
Da saudosa noite em Sangalhos
Em que dormi com as ovelhas.
(Zepedrismos dixit)
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